Municípios do Douro, Tâmega e Sousa unidos na defesa das ligações rodoviárias de Cinfães e Resende
2026-09-28
A Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa (CIM do Tâmega e Sousa) aprovou, por unanimidade, uma tomada de posição conjunta dos 11 municípios do território para defender a concretização das ligações rodoviárias estruturantes de Cinfães e Resende aos grandes eixos rodoviários nacionais.
A posição foi aprovada pelo Conselho Intermunicipal, reunido a 22 de setembro, e remetida ao Governo, à Infraestruturas de Portugal, à CCDR-NORTE e aos grupos parlamentares da Assembleia da República. A CIM defende que estas intervenções sejam assumidas como prioridades estratégicas para reforçar a conectividade, a coesão territorial e a competitividade da região.
Em causa estão duas intervenções consideradas estruturantes para o território: a ligação Mesquinhata (Baião)–Cinfães, dando continuidade à Variante à EN211, e a ligação Baião–Ponte da Ermida–Resende, incluindo os troços necessários à sua plena funcionalidade.
No caso de Cinfães, a recente entrada em funcionamento da Variante à EN211, entre Quintã e Mesquinhata, representa um avanço importante, mas evidencia também a necessidade de assegurar a continuidade da ligação entre Mesquinhata (Baião) e Cinfães. A concretização deste troço permitirá aproximar o concelho dos grandes eixos rodoviários, designadamente da A4, melhorando as condições de circulação de pessoas e mercadorias e potenciando o investimento já realizado.
Em Resende, a concretização da ligação Baião–Ponte da Ermida–Resende é considerada essencial para assegurar a plena utilização da infraestrutura e melhorar a ligação do concelho aos grandes eixos rodoviários nacionais. Apesar da evolução das necessidades de mobilidade das populações e das empresas, as principais ligações estruturantes de Resende permanecem, em grande medida, as mesmas de há várias décadas, mantendo o concelho condicionado no acesso à rede nacional. A posição acompanha, nomeadamente, os desenvolvimentos registados em 2026 relativamente ao troço da EN321-2 Baião/Lodão.
Para a CIM do Tâmega e Sousa, estas ligações são essenciais para melhorar a mobilidade e a segurança rodoviária, reforçar a capacidade de resposta em situações de emergência e de proteção civil, facilitar o acesso aos serviços de saúde e criar melhores condições para a atividade económica e turística.
Esta dimensão assume particular importância no acesso aos cuidados de saúde. Em diferentes pontos dos concelhos de Cinfães e Resende, as deslocações ao Hospital Padre Américo, em Penafiel, unidade hospitalar de referência da região, ultrapassam uma hora de viagem, assumindo especial relevância em situações de emergência. A melhoria das acessibilidades permitirá reduzir tempos de deslocação e reforçar as condições de acesso das populações a cuidados de saúde, meios de socorro e outros serviços essenciais.
A CIM do Tâmega e Sousa considera que estas intervenções devem ser encaradas numa perspetiva regional, enquanto elementos fundamentais para reduzir assimetrias territoriais, reforçar as ligações entre os municípios e criar melhores condições para o investimento, o emprego, o turismo e a fixação de população.
Neste sentido, defende que estas intervenções sejam assumidas como prioridades no planeamento e investimento rodoviário, mobilizando para o efeito financiamento nacional e europeu. A CIM do Tâmega e Sousa e os seus municípios manifestam ainda disponibilidade para uma colaboração ativa e articulada com o Governo e com a Infraestruturas de Portugal, designadamente na preparação dos estudos, projetos e demais instrumentos necessários à concretização destas infraestruturas.
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